Tema:Educação, Trabalho e Humanismo Período: 30/09, 01 e 02/10/2009 Local: Centro de Convenções de Pernambuco
Entendemos a educação como instrumento de crescimento profissional e ascensão social, mas, sobretudo, como forma de tornar as pessoas mais humanas, solidárias e felizes. Não podemos conceber uma educação voltada para a construção de máquinas sofisticadas que amplia as desigualdades sociais, acarretando violência e insegurança.
Neste novo século, hábitos saudáveis como a convivência em família e com os amigos, o trabalho voluntário, o gosto pela arte e cultura, aliados ao bom relacionamento interpessoal, tornaram-se requisitos importantes, inclusive para o mundo do trabalho. As organizações buscam colaboradores felizes, para construir um ambiente de trabalho harmonioso.
O tema central do VII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação será: “EDUCAÇÃO, TRABALHO E HUMANISMO”, para fomentar debates em torno de uma prática pedagógica que favoreça a formação crítica, sem descuidar do ser humano em todas as suas dimensões, visando à formação de cidadãs e cidadãos éticos e comprometidos com o bem estar social.
Os palestrantes convidados são educadores renomados no Brasil e no mundo, e deverão apresentar e debater assuntos e experiências relacionadas com a temática do evento. Manteremos o formato aprovado no VI Congresso, onde todos os congressistas poderão participar das grandes conferências e escolher entre Mini-cursos, Palestras Simultâneas ou Comunicação Oral, completando a carga horária de 20 horas.
Mais uma vez, o Sistema FECOMÉRCIO / SENAC / SESC firma parceria com os seus patrocinadores e oferece um evento do mais alto padrão internacional com taxa de inscrição reduzida, possibilitando a participação de educadores em geral. Durante os três dias esperamos aprender com os colegas e os grandes expoentes da educação mundial.
Nosso compromisso maior é o de superar as suas expectativas, desejando que as experiências vivenciadas possam contribuir para o seu crescimento enquanto educador(a) e sujeito social.
Um bom congresso para todos.
Josias Silva de Albuquqerque Presidente do Sistema Fecomércio - Senac / Sesc
Bastante disseminada nos círculos acadêmicos e pedagógicos, a idéia de que o termo "aluno" significa literalmente "sem luz", não se sustenta etmologicamente. Leia os artigos abaixo:
"A palavra ‘aluno’ vem do verbo latino ‘alo’, que significa ‘nutrir’. O termo tem valor de particípio e significa, simplesmente, ‘aquele que foi nutrido’. Etimologicamente, a palavra se liga ao substantivo ‘alma’, que significa ‘nutriz’, de acordo com a idéia comum de que a alma alimenta o corpo. É, por isso, que a universidade é chamada, com freqüência, de alma mater, isto é, ‘a mãe que nutre’.A falsa etimologia que analisa a palavra ‘aluno’ como composta de “a” (prefixo de negação) e ‘lux’ (luz) não leva em consideração que o prefixo de negação “a”, comumente chamado de “alfa privativo”, só ocorre em palavras de origem grega. Portanto, a explicação não passa de um hibridismo lamentavelmente inculto." (Leia em IASD EM FOCO)
"Uma mentira dita muitas vezes torna-se uma verdade. O boato de que aluno significa ‘sem luz’ é antigo, mas parece ter se fortalecido ainda mais com a internet. Fora alguns portais mais cuidadosos, a maioria repete esta idéia falsa, em contextos dos mais variados e divertidos. Mesmo sites ‘confiáveis’ e educadores ‘renomados" cometem esta gafe. Bastaria uma rápida olhadela no dicionário (ao invés de procurar em portais do tipo "guia dos curiosos") para lançar um pouco de luz à questão. Aluno não quer dizer ‘sem luz’, e sim ‘lactente’, ‘aquele que está crescendo e sendo nutrido’, algo do tipo. Veja abaixo o que o Houaiss nos diz, e logo depois alguns excertos lutando contra esse significado inexistente da palavra ‘aluno’, tal qual Dom Quixote contra seus moinhos..." (Leia em RIZOMAS)
"Aluno (do latim: alere: ‘desenvolver, criar’) é o indivíduo que recebe formação de um ou vários professores para adquirir ou ampliar seus conhecimentos[1].Por vezes, usa-se o termo aluno como sinônimo de estudante, uma pessoa que se ocupa do estudo, relativas a um aprendizado de qualquer nível. No entanto, o estudo pode ser uma atividade individual, sem recurso a professores." (Leia em Wikipédia)
O Dicionário Latino de Ernesto Faria (2001, p. 14), define alumnus como "Criança de peito, pupilo, e daí, aluno.
De onde vem, então, essa idéia de "aluno" significar sem luz? A resposta quem nos dá é Luckesi. Observe o que ele afirma no texto abaixo:
"O futuro da prática da avaliação da aprendizagem no país é aprendermos a praticá-la tanto do ponto de vista individual de nós educadores, assim como do ponto de vista do sistema e dos sistemas de ensino. Avaliação não virá por decreto, como tudo o mais na vida. A avaliação emergirá solidamente da prática refletida diuturna dos educadores. Uma última coisa que gostaria de dizer aos educadores: vamos substituir o nome “aluno” por estudante ou educando. O termo aluno, segundo os filólogos, vem do verbo alere, do latim, que significa alimentar; porém, existe uma forma de leitura desse termo mais popular e semântica do que filológica que diz que “aluno” significa “aquele que não tem luz” e que teria sua origem também no latim, da seguinte forma: prefixo “a” (=negação) e “lummen” (=luz). Gosto dessa segunda versão, certamente, não correta do ponto de vista filológico, mas verdadeira do ponto de vista da prática cotidiana de ensinar. Nesse contexto de entendimento, agindo com nossos educandos como seres ‘sem luz’, só poderemos praticar uma pedagogia depositária, bancária..., como sinalizou o prof. Paulo Freire. Nunca uma pedagogia construtiva. Dai também, dificilmente, conseguiremos praticar avaliação, pois que esta está voltada para o futuro, para a construção permanente daquilo que é inacabado."(Leia em www.luckesi.com.br)
Dessa forma, da próxima vez que você ler ou ouvir tal afirmação, lembre-se que se trata da reprodução de um significado forjado. Como "reprodução" não é um termo bem quisto pela pedagogia contemporânea libertária, é mais adequado ser fiel ao significado real de "aluno", pois, conforme já bem definido é de uma riqueza singular.
Para os seus discípulos (alunos) o Senhor Jesus disse:
"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus." (Mt 5.16)
A relação ensinante-aprendente na Escola Bíblica Dominical precisa ser claramente percebida, caso contrário será confundida com a tradicional perspectiva professor-aluno. Na perspectiva professor-aluno, o quadro é o seguinte:
- O Professor: É aquele que ensina, que sabe, único detentor do conhecimento, agente ativo e ator do processo ensino-aprendizagem. O trabalho do professor é ensinar, no contexto de uma relação imaginária, narcísica e alienante que sustenta o seu saber e o seu fazer (GONÇALVES).
- O Aluno: É aquele que apenas recebe, que não sabe, agente passivo e expectador no processo de ensino-aprendizagem;
A relação professor-aluno é centralizada na aprendizagem de conteúdos, e na firmação de um contrato didático, onde um conjunto de comportamentos do professor são esperados pelos alunos e um conjunto de comportamento dos alunos são esperados pelo professor. Cada um, dessa forma, tem o seu papel pré-estabelecido (BRUSSEAU, 1998 apud SALGADO, 2005).
Em se tratando da relação ensinante-aprendente, ambos são sujeitos compromissados com a transferência de saberes. Andrade (2002 apud SALGADO, idem) vê o sujeito aprendentes e ensinantes da seguinte forma:
Entendo que o sujeito aprendente e o sujeito ensinante têm garantido pelo objeto de demanda, ou seja, o conhecimento, a repartição de papéis assegurando que seja preservada uma diferenciação de suas identidades respectivas. Neste sentido falamos de uma posição aprendente e ensinante intercambiáveis e alternáveis, num jogo dialético instaurado pelo conhecer/desconhecer definido em função daquilo que o sujeito tem, daquilo que ele dá e daquilo que cobiça”
Acontece, desta formar, um jogo transferencial. Laplanche (2001 apud GONÇALVES) diz que “Designa em Psicanálise o processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação analítica”. A partir deste conceito, em psicopedagogia, o sujeito ensinante-aprendente tornou-se objeto de estudo.
Como um vocábulo utilizado em diversos campos, “transferência” denota uma idéia de transporte, de deslocamento, de substituição de um lugar para o outro.
Freud aponta-o como um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes. Ele reconheceu a possibilidade de que a transferência acontecia na relação professor-aluno. [...] A noção de transferência pode contribuir para entender esta relação que envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros das espécies humanas. (Artigo Brasil Escola)
Dessa forma, o conceito de transferência assumido pela psicopedagogia, de forma geral pode-se resumir na possibilidade de um vínculo antigo e um novo. Trata-se de um ato amoroso entre duas pessoas, capaz de abrir espaços de mudanças. Essa possibilidade da transferência em termos psicopedagógicos se sustenta naquilo que Alícia (1994 apud GONÇALVES) afirma “[...] a transferência é um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes, a situação analítica constitui-se apenas em seu modelo exemplar, tomando-a em sua dimensão clínica”.
Em termos pedagógicos, bem coloca Gonçalve (ibdem) que
o professor assume o lugar de ‘suposto saber’ no imaginário do aluno e da própria sociedade e esta é a condição básica de seu trabalho. Seu discurso ganha sustentação e autoridade pelo saber de que é investido socialmente e reconhecido individualmente, por cada um daqueles que recebem seus ensinamentos. É desta suposição que depende a possibilidade de o professor ensinar.
Percebe-se em psicopedagogia que o que se transfere é a modalidade de aprendizagem, ou seja, o modo de ser do ensinante e aprendente. “Transfere-se o modo de se relacionar com o conhecimento, estruturado pelo sujeito, desde muito cedo, na relação com as figuras parentais” (ibdem). É reproduzido, dessa forma, a maneira de vincular-se com os pais ou responsáveis enquanto seus primeiros ensinantes, sobre a relação ensinante-aprendente atual.
Nesta relação ensinante-aprendente, é necessário considerar o lugar do afeto. Do latim affectu, o termo nos fala àquilo que toca, atinge e afeta. Do ponto de vista da psicologia, “é um fenômeno psíquico que se manifesta sob a forma de emoções, sentimentos e paixões” (FORTUNA, idem).
Na relação professor-aluno, está implicada uma relação de amor, uma relação afetiva. Uma relação de confiança de valorização do conhecimento, da revelação das habilidades e potencialidades do outro, só é possível através da afetividade. Com afeto a criança se redescobre, se percebe, se valoriza, aprende a se amar transferindo este afeto em suas vivências e conseqüentemente na aprendizagem escolar. (Artigo Brasil-Escola)
Na medida em que percebemos o afeto nas relações aprendente-ensinante, acontece uma transferência positiva no processo de ensino-aprendizagem, o que possibilita a superação de conflitos internos, a possibilidade do aprender e crescer.
Para Fortuna (ibdem) os processos educativos, “comportam uma forte dimensão afetiva que não sendo a única nem a mais importante, é tão definitiva quanto as demais dimensões – socioeconômicas, ideológica, filosófica, entre outras – na consumação de seu objetivos, por mais diversos e desencontrado que sejam ao longo da história do homem”. Esta declaração consolida a importância da não supervalorização de um determinado aspecto ou dimensão da educação. São os vínculos afetivos que possibilitam a relação transferencial, responsável por transformar o desejo de ensinar e o desejo de aprender em conhecimento, através da permissão mútua que se efetua entre os sujeitos aprendente-ensinante.
Em termos afetivos, a significação do professor para o aluno supera os conteúdos ensinados, tornando-se a base das relações ensinante-aprendente na Escola Bíblica Dominical.
É de grande importância que o professor da Escola Bíblica Dominical compreenda o seu lugar na sua relação com os alunos, percebendo-se muito mais como aquele que apenas ensina, mas que também aprende enquanto assim o faz.
Na medida em que os conceitos de transferência e afeto são conhecidos dos professores, melhor clareza terão no entendimento de sua relação com o aluno. Os aspectos transferenciais e afetivos, facilitarão ou bloquearão a possibilidade da aprendizagem de conteúdos.
Pode-se perceber claramente, que em sua prática Pedagógica, Jesus nos deixou o grande exemplo em termos de afetividade na relação mestre-discípulo, quando as Escrituras nos dizem que:
“[...] tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” (João 13.1b)
REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Maria Helena Peixoto. A Importância da Transferência na Relação Professor-Aluno como Elemento Facilitador, ou não, da Aprendizagem no Ensino Médio. PUC RIO, Nova Friburgo-RJ, 2007.
LAPLANCHE, Jean. Vocabulário de Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
GONÇALVES, Júlia Eugênia. O Processo de Transferência em Psicopedagogia. inhttp://fundacaoaprender.org.br, acesso em 21/08/2009
Preletores e Painelistas (Ir. Luzivandra, Pr. altair Germano, Dc. Mário Sérgio, Profª. Márcia Braz)
Preletores e Painelistas(Pr. Altair Germano, Dc. Mário Sérgio e Ir. Graça Vale)
Pb. Ejosivan (Superintendente da EBD) e família
Visão Panorâmica Interna do Templo da AD em Parque dos Eucaliptos (Natal-RN)
Alguns dos Participantes da Capacitação para Professores da EBD
Durante o período de 14 a 16/08, a AD em Parque dos Eucaliptos (Natal-RN), liderada pelo pastor Edson Neto, realizou um CAPED local (Curso de Aperfeiçoamento para Professores da Escola Dominical), onde houve a realização de palestras, painéis e oficinas. As palestras ministradas foram:
- ED, Agência de Ensino Bíblico na Igreja: desafios do ensino cristão nos dias atuais; por uma ED bíblica, relevante e inclusiva (Pr. Altair Germano-PE)
- O Perfil do Professor Cristão: atributos e qualidades desejáveis; erros que o professor deve evitar; práticas que podem anular os benefícios do ensino bíblico em classe (Pr. altair Germano-PE)
- Entendendo o Processo Ensino-Aprendizagen: estilos de aprendizagem; tipos de aluno (Profª Márcia Braz-RN)
- Métodos e Acessórios de Ensino (Profª Sulamita Macedo-RN)
- O Papel da ED na Formação e Integração da Família (Pr. Altair Germano-PE)
Foram dias de abundante ministração e mover do Espírito sobre as nossas vidas.
Que o Senhor continue abençoando a todos os irmãos da AD em Parque dos Eucaliptos, e que na graça de Jesus possam aplicar o que foi exposto em forma de ensino.
"Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica. Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico. Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos."
O documentário trata da vida de Keplinger, que nasceu com paralisia cerebral e que teve, durante 13 anos, o seu dia a dia filmado, em casa e na Escola.
Ao ver tamanha força de vontade e persistência no jovem que se formou na Universidade de Baltimore, EUA, fiquei indagando da dificuldade de nossos jovens entrantes na universidade. Principalmente, os que vêm para fazer cursos de licenciatura, buscando a carreira de professores. Há muito o que aprender, por parte destes jovens, com o não menos jovem Dan Keplinger, principalmente no que diz respeito a ter um ideal, uma meta a se atingir. Aliás, não só os jovens, aprendizes universitários, mas todos nós, aprendizes da vida, que mesmo possuindo a habilidade de mover braços, pernas, pés, mãos, cabeça ordenadamente, chegamos a pensar nos malditos desafios cotidianos como algo inalcançável, muito distante de nossas capacidades humanas. Ora, “O Lutador”, documentário sobre a história de vida de Dan Keplinger, nos provoca a questionar a nós mesmos, sobre nossas “incapacidades cotidianas”, de aprender e ensinar.
"Existe um fosso que separa o professor e os alunos que protagonizam o filme "Entre os Muros da Escola", vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado. No microcosmo de uma sala de aula, a expressão "choque de civilizações" poderia ser usada para sintetizar a relação entre eles." Leia em CINEMA UOL
Imperdível para quem enfrenta o cotidiano da diversidade cultural em sala de aula.