sábado, 20 de fevereiro de 2010

EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO: Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica


A Lição 8, do 1º trimestre de 2010, tratará sobre o tema "Exortação à Santificação". Temos aqui uma boa oportunidade para entender biblicamente este assunto tão importante para a igreja.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-Compreender a doutrina da santificação na perspectiva bíblica.
-Conscientizar-se da necessidade de buscar a santificação .
-Entender que a santificação precisar ser concebida integralmente.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 6.14-18; 7.1,8-10


O QUE É SANTIFICAÇÃO?

O termo santificação, do grego hagiasmos, "é usado para aludir a: (a) a separação para Deus (1 Co 1.30; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2); (b) o curso de vida adequado aos que assim são separados (1 Ts 4.3, 4, 7; Rm 6.19, 22; 1 Tm 2.15; Hb 12.14). 'A santificação é a relação com Deus na qual os homens entram pela fé em Cristo (At 26.18; 1 Co 6.11), e à qual o seu direito exclusivo é a morte de Cristo (Ef 5.25, 26; Cl 1.22; Hb 10.10, 29; 13.12). A santificação também é usada no Novo Testamento para se referir à separação do crente das coisas e maneiras más. Esta santificação é a vontade de Deus para o crente (1 Ts 4.3), e o Seu propósito em chamá-lo pelo Evangelho (1 Ts 4.7); tem de ser aprendida da parte de Deus (1 Ts 4.4), conforme Ele a ensina pela Palavra (Jo 17.17, 19; cf. Sl 17.4; Sl 119.9), e deve ser procurada pelo crente, ávida e constantemente (1 Tm 2.15; Hb 12.14). Quanto ao caráter santo, hagiosune (1 Ts 3.13), não é vicário, ou seja, a santificação não pode ser transferida ou imputada, trata-se de possessão individual, construída, pouco a pouco, em resultado de obedecer a Palavra de Deus e de seguir o exemplo de Cristo (Mt 11.29; Jo 13.15; Ef 4.20; Fp 2.5), no poder do Espírito Santo (Rm 8.13; Ef 3.16)." (DICIONÁRIO VINE, 2003, p. 969, CPAD).


SANTIFICAÇÃO E ATITUDE EXTERIOR

Ao contrário do que muitos falam, a santificação não é algo apenas de caráter interior. O cristão deve manifestar uma vida santa em toda a sua maneira de viver:

"Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." (1 Pe 1.14-16, ARA)

Vestir, falar, olhar, tratar, conversar, trabalhar, estudar, passear, sorrir, cantar, negociar, navegar (na internet), blogar, namorar e casar são alguns dos vários aspectos da nossa vida que precisam ser regidos pela Palavra de Deus, para que em tudo procuremos viver diante de Deus em santidade.

SANTIFICAÇÃO E ATITUDE INTERIOR

Os escribas e fariseus, apesar da boa intenção, do zelo e da sinceridade de muitos deles, erraram quando deram muitas ênfase aos aspectos exteriores da santificação, negligenciado as motivações, as intenções e outros elementos da vida interior:

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade." (Mt 23.25-28)

O texto acima nos revela que a santificação interior deve preceder a exterior, mas, esta última não pode ser negligenciada, além de ser um aspecto visível, natural e concreto da primeira.

SANTIFICAÇÃO INTEGRAL

A busca e manutençaõ de uma santificação integral é exortada em 1 Ts 5.23:

"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo."

Perceba que na santificação há opração divina (o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo) e humana (tornai-vos santos vós mesmos).


AS CONTRADIÇÕES DA SANTIFICAÇÃO

É exatamente pelo fato de negligenciar o aspecto exterior e interior da santificação, que muitos acabam assumindo uma postura e um discurso contraditório. Dessa forma:

- Vestem-se como santos, mas pensam como ímpios;
- Falam e pregam como santos, mas são incapazes de perdoar ou de buscar a reconciliação com os seus ofensores;
- Oram como santos, mas, na mesma proporção falam da vida alheia com fofocas infundadas;
- Cantam como santos, mas são insubmissos aos pastores e líderes;
- Reunem-se como santos, mas são facciosos e contenciosos.

Essa lista poderia ser maior, mas deixo para você em sua aula aumentá-la.

O cristão que vivencia essas contradições deve procurar mudar de atitude, mediante a "tristeza segundo Deus", que irá gerar arrpendimento para a salvação (2 Co 7.10).

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Eis aqui mais uma boa oportunidade para uma aula bastante participativa. Inicie perguntando para classe o que ele acham que é "santificação". Se tiver um quadro, um álbum seriado ou qualquer outro recurso de escrita disponível, faça uma lista das respostas dadas. Em seguida, numa aula bastante dialógica, organize as idéias dos alunos e acrescente novos saberes. Lembre-se que o objetivo maior da aula é fazer com que os novos "saberes" se transformem em "fazeres", ou seja, transformar conhecimento em atitude prática, em vida cristã autêntica.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Dicionário VINE, CPAD.


Boa aula!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

ENSINAR É UMA ATIVIDADE INVESTIGATIVA

IMAGEM: http://thumbs.dreamstime.com

O educador cristão não é um mero "ledor de revista".

Ensinar na Escola Dominical exige pesquisa.

A mediocridade, a inconsistência, a falta de profundidade de algumas aulas é decorrente do comodismo de muitos professores que não "mergulham" nos livros, ou em outras fontes de informação e de conhecimento no preparo de suas aulas.

Comparo a pesquisa com a prática do arqueólogo, do garimpeiro e com todas as demais atividades que objetivam a descoberta de coisas preciosas. O conhecimento é algo de grande valor. A pesquisa é uma importante fonte de conhecimento pois envolve a leitura.

Não dá para ser professor sem ser um pesquisador.

Os professores que se satisfazem em reproduzir em sua aula o ensino do estudo prévio para professores, ou o conteúdo do primeiro subsídio que encontram na internet, certamente falharão na sua missão de professor-pesquisador.

A pesquisa exige dedicação. A Bíblia nos ensina que a dedicação é parte da atividade docente:

"[...] ou o que ensina esmere-se no fazê-lo." (Rm 12.7)

Professores de Escola Dominical que não se dedicam ao ensino, ou não foram vocacionados por Deus ou estão negligenciando a sua vocação.

A pesquisa exige determinação e paciência. Nem sempre encontraremos com facilidade os textos que enriquecerão os conteúdos a serem ensinados. Quem disse que a tarefa de pesquisar é coisa fácil? Facilidade é uma palavra que não combina com professores. Quando iniciar uma pesquisa não descanse enquanto não alcançar os seus objetivos.

A pesquisa exige tempo e disciplina. O problema de muitos professores não é a falta de tempo, antes, é a falta de uma boa administração de seu tempo. Reserve semanalmente um tempo necessário para as suas pesquisas. Não negocie esse tempo. Uma boa aula requer um bom investimento de tempo em pesquisa.

A pesquisa exige organização. Se o professor possui uma biblioteca pessoal e nela encontram-se os livros para a sua pesquisa, essa biblioteca deve estar organizada de uma forma que o professor não precise perder tempo procurando estas obras. No caso da pesquisa na internet, o professor deve antecipadamente ter uma lista dos sites ou blogs que acessará. No caso da pesquisa em buscadores (como o Google), as palavras-chave devem estar relacionadas para facilitar a busca.

A pesquisa exige criticidade. Os livros e textos pesquisados não podem ser lidos mecanicamente e passivamente. Não é apenas o quanto eu leio, mas, como leio. Não é apenas a quantidade de obras e textos lidos que vão lhe conduzir ao sucesso na pesquisa. Em certas situações, muitas leituras até atrapalham. Na leitura crítica estão envolvidos a seleção de boas obras, sites, blogs etc., e também a capacidade de examinar tudo e reter o que é bom (At 17.11; 1 Ts5.21).

A pesquisa exige sintetização das informações e dos conhecimentos adquiridos. Nem tudo que foi pesquisado será apresentado ou discutido. O professor deve ter o bom senso de levar para a sala de aula aquilo que em oração entender como de suma importância para os seus alunos. As demais informações e conhecimentos adquiridos darão a segurança necessária diante da classe, além de poderem ser aproveitados em outras circunstâncias ou situações.

Ensino e pesquisa são atividades inseparáveis.

Professores pesquisadores possuem os melhores e mais atrativos conteúdos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PAULO, UM MODELO DE LÍDER-SERVIDOR (2). Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA-PA)

A segunda parte de nosso subsídio sobre a Lição 7, do 1º trimestre de 2010, tratará sobre o tema "Liderança Servidora".

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

- Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.
- Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes aos ministério.
- Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder servidor.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 6.1-10


O QUE É LIDERANÇA?


"Liderança é influência, isto é, a habilidade de uma pessoa influenciar a outros " (SANDERS, 1985, p. 20). Sanders baseia estadefinição de liderança em outros conceitos, como, por exemplo:

"Liderança é a capacidade e desejo de unir homens e mulheres num propósito comum, e o caráter que inspira confiança." (Lord Montgomery)

"Liderança pode ser definida como sendo aquela qualidade, num homem, que inspira suficiente confiança a seus subordinados de modo a aceitarem suas idéias e obedecerem a seu comando."(Almirante Nimitz)

"Há apenas três tipos de pessoas no mundo: aquelas que não se mexem, as que são movíveis, e as que movem os outros." (Li Hung Chang)

"Líder é um homem que conhece o caminho, e sabe manter-se à frente, trazendo outros após si." (John R. Mott)

Em termos de liderança espiritual, a influência é resultado não apenas da personalidade do líder, mas, também, da ação do Espírito Santo em sua vida (Idem, p. 21).

Concordando com Sanders, Maxwell (2003, p. 63) afirma que "A verdadeira medida da liderança é a influência - nada mais, nada meno. Se não tiver influência, nunca será capaz de liderar outros. Em seus livro "Segredos da Liderança: o que todo líder precisa saber" e "Como tornar-se uma pessoa de influência", Maxwell fala-nos dos níveis de liderança (influência) e de como aumentar e desenvolver a nossa liderança. Ele, resumindo afirma (Idem, p. 73-79) que:

- No primeiro nível as pessoas seguem você porque têm de fazê-lo (Influência baseada no título ou cargo que você ocupa);
- No segundo nível as pessoas seguem você porque é o que desejam (Influência baseada num bom relacionamento com as pessoas);
- No terceiro nível as pessoas seguem você em razão daquilo que fez pela organização (Influência baseada nos bons resultados alcançados pela organização);
- No quarto nível as pessoas seguem você em razão daquilo que fez por elas (Influência baseada na habilidade de capacitar e conduzir outros aos crescimento e ao sucesso pessoal, profissional ou ministerial);
- No quinto nível as pessoas seguem você em razão de quem é e do que representa (Influência baseada em anos promovendo o crescimento de pessoas e organizações).


Chiavenato (1999, p. 558) corrobora definindo liderança como "uma influência interpessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um os mais objetivos específicos."

A liderança não deve ser confundida com a posição ou cargo que se ocupa. É possível ter um cargo e não ser líder, ou seja, não exercer influência positiva.


A LIDERANÇA SERVIDORA

"Liderança Servidora" é um conceito extraído do tipo de liderança enfatizada e demonstrada por Jesus:

"Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muito." (Mt 20.25-28, ARA)

A Bíblia da Liderança Cristã (SBB, p. 2007, p. 832), em seu comentário sobre o texto acima afirma que:

"Jesus lhes falou abertametne que seu estilo de liderança está em completo contraste com o do mundo. Ele ensinou que o maior deve ser o que serve. A responsabilidade cresce e os direitos diminuem."

Sanders (Ibdem, p. 9) declara que:

"No início de qualquer estudo de liderança espiritual, é essencial que o princípio mestre, enunciado por Deus, seja compreendido com clareza e obedecido com fidelidade. A verdadeira grandeza, a verdadeira liderança, não é alcançada conseguindo a sujeição das pessoas ao nosso serviço, mas mediante nossa consagração ao serviço às pessoas. Isto nunca acontecerá sem que haja um preço a ser pago. Envolve a necessidade de beber o cálice amargo e experimentar o doloroso batismo do sofrimento. O verdadeiro líder espiritual está infinitamente mais interessado no serviço que ele pode prestar a Deus, e a seus companheiros, do que nos benefícios e prazeres que ele poderia extrair da vida. Seu objetivo é servir á vida, e não aproveitar-se dela."

E ainda:

"ao declarar que a primazia na liderança advém pela primazia no serviço, jesus não tinha em mente meros atos de serviço, porquanto estes podem ser desempenhados por motivos duvidosos. Cristo tinha em mente o espírito de servitude, como quando ele declarou 'Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve´(Lc 22.27)." (Ibdem , p. 17)

Na obra "O Último Degrau da Liderança: descobrindo os segredos da liderança de Jesus", (Wilkes, 1999, p. 22, 30) comenta:

"Para Jesus, o modelo de liderança era o serviço. Ele jamais serviu a si mesmo. Num primeiro momento, liderou como servo do Pai celestial, o qual lhe dera a missão. Se observarmos a vida de Jesus de um nível mais elevado, veremos que tudo o que ele fazia estava a serviço de sua missão. sua missão pessoal era servir, não à sua própria vontade, mas à vontade do Pai. [...] Servo e líder destacam como modelo para aqueles a quem foi confiado o bem-estar de um grupo. os líderes que seguem o exemplo e os ensinamentos de Jesus liderarão primeiro como servos."

O livro " O Monge e o Executivo", campeão de vendas por um longo período no mercador editorial e livresco brasileiro, tem a sua idéia principal fundamentada no modelo de liderança servidora de Jesus. Nele encontramos o seguinte diálogo:

"O pregador de repente exclamou: - Acabo de ter uma pequena revelação e preciso fala. Se bem me lembro, Jesus simplesmente disse que para liderar você deve servir. Acho que você poderia chamar isso de liderança a serviço. Lembre-se, Jesus não usava o estilo de poder simplesmente porque não tinha poder. O rei Herodes, Pôncio Pilatos, os romanos, toda aquela gente tinha poder. Mas Jesus possuía muita influência, o que Simeão chama de autoridade, e é capaz de influenciar pessoas até os dias de hoje. Ele nuna usou o poder, nunca forçou ou coagiu ninguém a segui-lo.

- Simeão, eu preferia ouvir você falar sobre seu próprio sucesso como líder - a treinadora sugeriu. - Como é que você descreveria seu estilo de liderança?

- Devo confessar que é um estilo copiado de Jesus, mas estou feliz por compartilhá-lo com você. Eu o recebi de graça, por isso o darei de graça - ele disse com um sorriso divertido." (HUNTER, 2004, p. 61-62)

O apóstolo Paulo, como bom imitador do Mestre (1 Co 11.1), seguiu o seu modelo de liderança servidora.

Que o Senhor nos ajude a colocar em prática esses princípios.

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Você pode utilizar alguns "Testes de Liderança" conforme os links abaixo para dinamizar a aula, lembrando sempre que a liderança espiritual é um dom de Deus (1 Tm 1.12-17; 2 Tm 1.8-11), mas, que precisar ser desenvolvida:

TESTE: ESTOU NO CAMINHO DA LIDERANÇA?
TESTE DE POTENCIAL DE LIDERANÇA
VOCÊ É UM LÍDER?

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia da Liderança Cristã, SBB.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- 21 minutos de poder na vida de um líder, Thomas Nelson Brasil.
- Como tornar-se uma pessoa de influência, CPAD.
- Liderança Espiritual: os atributos que deus valoriza na vida de homens e mulheres para exercerem liderança, Mundo Cristão.
- O monge e o executivo: uma breve história sobre a essência da liderança, Sextante.
- O último degrau da liderança: descobrindo os segredos da liderança de Jesus, Mundo Cristão.
- Paulo, o líder, Editora Vida.
- Segredos da liderança, Mundo Cristão.

Boa aula!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA-PA)

Nesta sexta lição do 1º trimestre de 2010 daremos ênfase ao terceiro ponto, pois trata especificamente do tema principal.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

- Conscientizar-se de que o ministério da reconciliação consiste na proclamação da obra expiatória do Senhor Jesus Cristo.
- Compreender que a grande motivação do ministério de Paulo era o amor de Cristo.
- Saber que o amor de Cristo nos constrange e transforma.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 5.14, 15, 17-21


EXAMINANDO OS TERMOS BÍBLICOS


O título da Lição possui duas palavras chaves: ministério e reconciliação. A análise do termo ministério (gr. diakonia) já foi tratado na Lição 03.

A palavra "reconciliação" (gr. katallagês), assim como o verbo "reconciliar" (gr. katallásso), conforme o Dicionário Vine (2003, p. 929-930)"denota mudar, trocar (sobretudo dinheiro); por conseguinte, acerca de pessoas, 'mudar de inimizade par amizade, reconciliar'. No que tange a relação entre Deus e o homem, o uso deste verbo e de outras palavras relacionadas mostra que a 'reconciliação' é primariamente o que deus realiza, exercendo Sua graça para com o homem pecador com base na morte de Cristo em sacrifício propiciatório sob julgamento devido ao pecado (2 Co 5.19)".

Champlin (2001, p. 574) define reconciliação como "essencialmente troca, permuta. Consiste da mudança de relação de hostilidade que pode existir entre dois indivíduos, passando eles a serem amigos entre si. Essa relação de hostilidade é alterada para a relação de paz. Há, portanto, a permuta de estado. Do estado de paz, em seguida fluem todas as bençãos da salvação, isto é, a salvação que se deriva da vida de Cristo." Diz ainda champlim que a reconciliação:

- É um ato de Deus. Ele é quem toma a iniciativa, e ele é quem leva essa sua obra ao seu final determinado.

- O objeto da reconciliação é o homem. Por causa do seu pecado o homem tornou-se inimigo de Deus, provocando a desordem no universo moral.

- Muda o estado do homem. De inimizade a relação do home passa a ser de amizade com Deus.

- Envolve uma calorosa experiência humana. Tal experiência diz respeito a vida religiosa árida e impessoal, para um viver abundante na presença e se relacionando pessoalmente com Deus.

- O meio eficaz da reconciliação é a morte de Jesus Cristo. Paulo considerava a reconciliação como algo alicerçado na morte e ressurreição de Cristo.

Andrade (1998, p. 251) diz que "reconciliação" (do lat. reconciliatio) significa "Reatamento de relações entre parte litigantes. O Senhor Jesus, com a sua morte vicária, reconciliou com Deus de maneira definitva, clara e eficiente (Ef 2.16; Cl 1.20)".

A Bíblia deixa claro que os pecadores são inimigos de Deus (DOUGLAS, 1988, p.1371, v. 2): "(Rm 5.10; Cl 1.21; Tg 4.4) [...] Um inimigo não é alguém que está apenas um pouco aquém de ser um amigo. O inimigo está num campo diametralmente oposto. [...] Ora, a maneira de vencer a inimizade é eliminar a causa da disputa. Podemos pedir desculpas pela palavra precipitada que dissermos, podemos fazer qualquer restituição ou reparação apropriada. Porém, em todos os casos, o caminho da reconciliação é alcançado mediante um tratamento eficaz com a causa raiz da inimizade. Cristo morreu para eliminar nosso pecado. Dessa maneira ele tratou da inimizade entre o homem e Deus. Cristo pôs a inimizade fora do caminho. E abriu largamente o caminho para que os homens possam voltar a Deus. É justamente isso quie é descrito pelo termo 'reconciliação'".

Para Pentecost (1986, p. 79) "O Senhor Jesus Cristo com a sua morte na cruz realizou a grande mudança. Foi uma mudança de posição: o relacionamento do mundo com Deus foi mudado, e a sua salvação se tornou possível. Mas Jesus Cristo com sua morte na cruz possibilitou uma segunda grande mudança e esta não foi de posição; esta é experimental, a mudança do homem mundano em direção a Deus. É por isso que o apóstlo em sua carta aos Coríntios destaca exatamente o ponto para o qual quero chamar sua atenção em nossas considerações sobre a doutrina da reconciliação."

O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO (ten diakonian tes katallages)

Pentecost (idem , p. 80) diz que "Deus não deu aos anjos o ministério da reconciliação, embora seja certo que ficaraim jubilosos de pregar o Evangelho se o Senhor lhes desse vozes que os ouvidos humanos pudessem ouvir. Deus confiou a nós, os crentes, o ministério da reconciliação. Aquele que ocupa o púlpito não tem maior responsabilidade nesse ministério que qualquer outro filho de deus que esteja sentado na igreja, porque as Escrituras dizem que Deus confiou a nós o ministério da reconcilação. Nossa missão é fundamentalmente anunciar aos homens que eles precisam reconciliar-se com Deus. Eles sabem disso: sabem que são ímpios, fracos inimigos e pecadores. O que os homens precisam saber é a maneira como podem reconciliar-se com Deus. nosso ministério consiste em mostrar o Senhor Jesus Cristo, o agente de Deus para a reconciliação, a fim de que os homens possam reconciliar-se com Deus através de Jesus Cristo."

Champlin (idem) concorda declarando que "A outorga do ministério da reconciliação poderia ter sido feita aos anjos ou a outros seres (talvez desconhecidos de nós). Porém, foi entregue ao humilde homem, de tal maneira que, em amor, um ser humano pode ajudar a outro. Isso agradou a Deus, porquanto isso deu aos homens a oportunidade de viverem segundo a lei do amor, que é a prova mesma da espiritualidade (ver 1 Jo 4.7)."

No Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento (2003, p. 1096-97) encontramos que "[...] Deus iniciou a proclamação mundial de sua reconciliação; foi Ele que 'nos deu o ministério da reconciliação' (v. 18) e pôs em nós a palavra da reconciliação (v. 19). Da provisão até a proclamação, Deus é o autor, o arquiteto, e a força motora da reconciliação."

Em sua nota de rodapé sobre 2 Co 5.18-19, a Bíblia Vida Nova (1989, p. 216) relata que "É notável que Paulo emprega oito verbos neste parágrafo tendo Deus como sujeito. Deus é o Reconciliador, aquele que une o pecador rebelde com seu santo Criador. Cristo é o agente dessa reconciliação (18, 19). Nós somos os embaixadores (19). Deus confiou nas mãos de todos os reconciliados o privilégio de anunciar essa boa nova. A palavra é o evangelho. Inclui um apelo (20; 6.1,2) sendo essencial que o inimigo rebelde se submeta e se entregue ao Senhor."

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Transcreva o quadro comparativo da Lição Bíblica sobre a condição do homem antes da reconcilliação e após ser reconciliado. Como sempre, sugiro que a lista seja aumentada com a participação dos alunos.

Você pode fazer uma ilustração da reconciliação provida por Deus com cinco alunos. O primeiro representaria Deus, o segundo representaria o homem em sua condição de inimigo de Deus, o terceiro ficaria colocado entre Deus e o homem, representando a causa da inimizade, o pecado, o quarto representaria Jesus que com a sua morte e ressurreição possibilitou a reconciliação e o quinto aluno, o crente que recebeu o ministério da reconciliação. A dramatização seria a seguinte:

Entre Deus (aluno 1) e o homem pecador (aluno 2) ficaria a inimizade (aluno 3). Jesus (aluno 4) surge e remove a causa da inimizade, o pecado (aluno 3) de entre Deus e o homem pecador (aluno 2). Dessa forma o caminho fica livre. Surge o ministro da reconciliação (aluno 5) e proclama as boas novas de salvação ao homem pecador (aluno 2), declarando que o caminho para Deus (aluno 1) está livre, pois a causa da inimizade (o pecado) já foi resolvida (retirada) na cruz . O aluno 2, que representa o homem pecador atende a mensagem do ministro da reconciliação (aluno 5) e é recebido com um abraço de Deus (aluno 1).


4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- A Sã Doutrina, Mundo Cristão.
- Bíblia de Estudo Vida Nova, Vida Nova.
- Chave Linguística do Novo Testamento Grego, Vida Nova.
- Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento, CPAD.
- Dicionário VINE, CPAD.
- Dicionário Teológico, CPAD.
- Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Hagnos.
- Novo Testamento Interlinear, SBB.
- O Novo Dicionário da Bíblia, Vida Nova.

Boa aula!

1ª CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA (CGADB/CPAD)

Já estão abertas no site da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), as inscrições para a 1ª Conferência de Educação Teológica: Encontro de Diretores, Professores e Estudantes de Teologia, organizada pelo Conselho de Educação e Cultura da CGADB, com o apoio do Conselho de Doutrina, Comissão de Apologética e da CPAD.

O evento será realizado na Assembleia de Deus em Santos-SP, liderada pelo pastor Jesiel Padilha, no período de 19 a 21 de Março de 2010.

A presença de diretores, professores e alunos de instituições de ensino teológico se reveste de fundamental importância, tendo em vista os temas que serão abordados nas plenárias:

- Legislação do Ensino Teológico no Brasil (Pr. Dr. Douglas Roberto, Presidente do CEC-CGADB)

Serão tratados os assuntos relacionados às mudanças ocorridas na legislação brasileira relacionadas ao curso de teologia. Credenciamento de instituições, autorização e reconhecimento de cursos, integralização de créditos e o uso do título de "bacharel", "mestre" e doutor" em cursos livres serão também tratados. Estará presente o Dr. Paulo Wollinger (Diretor de Regulação e Supervisão do Ministério da Educação-MEC) para tirar as dúvidas dos participantes.

- Princípios Teológicos da Reforma Protestante (Pr. Me. Altair Germano, Vice-Presidente do CEC-CGADB)

Quais foram os antecedentes históricos e as causas da Reforma Protestante? De que maneira em nossos dias, os erros do cristianismo medieval se repetem? Qual o papel das instituições de ensino teológico e dos teólogos na reafirmação dos princípios da Reforma? Estas questões serão ponderadas, juntamente com uma análise sobre a Declaração de Cambridge (Massachusetts, abril de 1996).

- Pressupostos Hermêuticos da Teologia Contemporânea (Pr. Esdras Bentho, Escritor CPAD)

Alguns centros de educação teológica estão substituindo a Hermenêutica bíblica pela Hermenêutica filosófica. Outros, pensando ser desnecessário, não ensinam a Hermenêutica filosófica, o que acaba prejudicando a formação do teólogo. Nesta plenária serão estudados ainda os fundamentos da Hermenêutica Contemporânea e a influência dos seus pressupostos na interpretação do texto sagrado.

O evento contará ainda com os seguintes preletores:

- Culto de Abertura (19/03): Pr. Dr. José Wellington Bezerra da Costa (Presidente da CGADB)
- Culto Especial (20/03): Pr. Dr. Paulo César Lima (Comissão de Apologética da CGADB)

Teremos ainda a participação dos pastores José Wellington Costa Júnior (Presidente do Conselho Administrativo da CGADB), Paulo Roberto Freire Costa (Presidente do Conselho de Doutrina da CGADB), do cantor Vitorino Silva (Patmos Music) e de outros ilustres convidados.

Para maiores informações sobre o evento e as inscrições ligue para (13) 3273 8696, (13) 3227 0987 , (13) 9144 0987 ou acesse o site da CPAD (www.cpad.com.br).

Garanta já a sua participação!