sexta-feira, 30 de abril de 2010

A SOBERANIA E A AUTORIDADE DE DEUS. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

A "Soberania e a Autoridade de Deus" é tema 6ª Lição do 2º trimestre/2010. Apesar de sermos tentados a não acreditar, devido a gravidade de algumas circunstâncias, o Senhor continua no controle de todas as coisas.

PLANO DE AULA


1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (Extraídos da Lição Bíblica-CPAD)

-Explicar por que Deus enviou Jeremias à casa do oleiro.
-Compreender que soberania de Deus está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência.
-Conscientizar-se de que Deus é soberano.

2. CONTEÚDO

É a partir do entendimento da soberania de Deus que sua intervenção na história deve ser estudada.

A SOBERANIA DE DEUS

“Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito, e portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio (cf. Sl 115.3; Dn 4.35; 1 Cr 29.11; Ez 18.4; Is 45.9; Mt 20.15; Ef 1.11; Rm 11.36) ” (HODGE, p. 331, 2001).

“O termo soberania, denota uma situação em que uma pessoa, com base em sua dignidade e autoridade, exerce o poder supremo, sobre qualquer área, em sua província, que esteja sob sua jurisdição. Um “soberano” pois, exerce plena autonomia e desconhece imunidades rivais. Quando aplicado a Deus, o termo indica o total domínio do Senhor sobre sua vasta criação. Como soberano que é, Deus exerce de modo absoluto a sua vontade, sem ter que prestar contas a qualquer vontade finita. Conforme se dá com outras idéias teológicas, o termo não figura nas páginas da Bíblia, embora o conceito seja reiterado por inúmeras vezes. Para tanto, as Escrituras apelam par a metáfora de “governante e súditos [...] (Dn 4.25; 1 Tm 1.17)" (CHAMPLIN, p. 242, 2001).

“Autoridade inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os seus conselhos e desígnios. A soberania divina está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Deus é absoluto e necessário – todos precisamos dele para existir; sem Ele, não há vida nem movimento.”(ANDRADE, 1998, p. 265).

Os textos abaixo nos falam sobre a soberania e a autoridade de Deus:

No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.” (Sl 115.3)

Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4.35)

Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.” (1 Cr 29.11)

Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça.” (Is 45.9)

Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?” (Mt 20.15)

nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,” (Ef 1.11)

Dessa forma, fica evidente, conforme Hodge (2001, p. 332) que:

- A soberania de Deus é universal. Ela se estende sobre todas as suas criaturas, das mais elevadas às mais inferiores;

- Ela é absoluta. Não se podem pôr limites à sua autoridade. Ele faz seu beneplácito nos exércitos do céu e entre os habitantes da terra;

- Ela é imutável. Não pode ser ignorada ou rejeitada. Ela obriga todas as criaturas, tão inexoravelmente quanto as leis físicas obrigam o universo material.

A ONIPRESENÇA, ONISCIÊNCIA E ONIPOTÊNCIA DE DEUS

A soberania de Deus se fundamenta em seus atributos Não-Morais ou incomunicáveis, exclusivos da essência divina. Observemos alguns destes atributos:

- Onipresença. Thiessen (1987, p. 78) afirma que a onipresença de Deus diz respeito a sua infinidade em relação às suas criaturas (Sl 139.7-12; Jr 23.23-24; At 17.27-28). A consciência desta realidade pode deter o pecador em seus caminhos maus e o levar a buscar a Deus.

- Onisciência. Deus conhece a Si próprio e todas as outras coisas, quer sejam reais ou apenas possíveis, quer sejam passadas, presentes ou futuras, e que ele as conhece perfeitamente e por toda a eternidade. Ele conhece as coisas imediata, simultânea, completa e verdadeiramente. Ele conhece também as melhores maneiras de chegar aos fins desejados (idem). (Pv 15.11; Sl 139.4; Mt 10.30; Hb 4.13).

- Onipotência. Para Ferreira e Myatt (2007, p. 218) "Isso não quer dizer que não haja limitações no poder de Deus, mas que as limitações que existem são apenas os limites impostos pela sua própria natureza". Thiessen (idem, p. 79) nos lembra que Deus não pode ver o mal (Hc 6.18), negar-se a si mesmo (2 Tm 2.13) ou praticar o pecado (Tg 1.13). A onipotência de Deus é declarada em Gn 17.1; 18.14; Jr 32.27; Lc 1.37; Mc 10.27).


Ainda, conforme Ferreira e Myatt (2007, p. 216) a Bíblia nos revela que:

"Deus é independente e auto-existente (Gn 1.1; Êx 3.14; Is 40.13s; At 17.25). Do ponto de Vista humano, o fato de Deus existir na eternidade passada, distinto da criação e totalmente satisfeito, é testemunho da independência de Deus. Significa que 'ele é determinado por nada e tudo é por ele determinado (At 17.20; Rm 11.36)'. Ele não precisa da criação e muito menos a criou porque estava se sentindo solitário. Ele não precisava da criação para ter algo com que compartilhar o amor. Ele já tinha tudo que precisava no seu próprio Ser Trino. Deus é auto-existente e não deriva seu ser de algo anterior. Ele não é condicionado pela criação, mas a criação é completamente sujeita à sua vontade."

Ele simplesmente, definitivamente, maravilhosamente, magnificamente, absolutamente É!

A VONTADE DE DEUS

Deus é capaz de realizar tudo o que ele diz que fará (FERREIRA; MYATT, 2007, p. 211). Esta idéia, presente e ampliada em Efésios 1.11, Não significa apenas que Deus pode fazer o que ele quiser, mas que ele, de fato, "faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade":

"A frase 'todas as coisas' parece significar literalmente tudo. O desígnio (gr. boule, propósito, decisão) é o plano de Deus. É o que ele determinou de antemão que faria. Planejar é a atividade de um ser inteligente. A vontade (gr. thelema, desejo, intenção, decisão) é o desejo de Deus. O que ele deseja, ele realiza. E isto não é arbitrário, mas ocorre segundo o seu plano racional. Neste sentido, a vontade de Deus refere-se ao decreto de Deus, pelo qual ele determina o curso da história." (idem)

A vontade de Deus pode ser percebida num sentido mais condicional (Lc 7.30). Deus estabelece seu padrão de conduta moral, representado por seus mandamentos, mas o ser humano deliberadamente os transgride (ibdem, p. 212).

Assim como nos dias de Jeremias, muitos entre o povo de Deus vivem de uma maneira que não lhe agrada. Aberrações e escândalos se avolumam dia após dia. Líderes e liderados fazem o que bem querem com as suas vidas, não se preocupando em procurar fazer a vontade de Deus.

Em alguns momentos parece-nos que Deus não está se importando ou encontra-se indiferente à situação. Mas, isso é apenas uma impressão falsa. O Senhor continua no controle de todas as coisas e no momento certo, da forma que somente ele saber fazer, sua intervenção será notória, vasos serão refeitos, e sua vontade prevalecerá!

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Discuta com a classe sobre as implicações da soberania de Deus para a nossa vida e para a vida da Igreja.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.

- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.

- Conheça Melhor o Antigo Testamento, VIDA.

- Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, HAGNOS.

- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.

- Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática, IBR.

- Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, VIDA NOVA.

"Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?" (Is 43.13).

domingo, 25 de abril de 2010

O PODER DA INTERCESSÃO. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

A 5ª Lição do 2º trimestre/2010 trata da intercessão do profetas Jeremias e dos vários aspectos desta prática de grande importância para o cristão.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (Extraídos da Lição Bíblica-CPAD)

-Compreender o que é intercessão segundo os padrões bíblicos .
-Explicar por que Jeremias intercedia por Judá, mesmo sabendo que o povo estava afastado de Deus.
-Saber quea intercessão é uma recomendação bíblica.


2. CONTEÚDO


Texto Bíblico: Jeremias 14.1-3, 7, 8, 10; 15.1

Segue abaixo uma sequência de links que abordam o tema intercessão, para vossa pesquisa e preparo da aula:

- O QUE É INTERCESSÃO (Bíblia World Net)
- A INTERCESSÃO (Jesus Site)

A INTERCESSÃO DOS CRISTÃOS

Segue abaixo algumas recomendações bíblicas sobre a oração intercessória dos cristãos (CHAMPLIN, 2001, p. 249, v. 3):


- A oração intercessória nos é ordenada (I Tm 2.1; Tg 5.14, 16)

- Devemos interceder em favor de todos os homens (I Tm 2.1)

- Por todos quanto ocupam posição de autoridade (I Tm 2.2)

- Pelos ministros (II Co 1.11; Fl 1.29)

- Por todos os santos (Éf 6.18)

- Pelos patrões (Gn 24.12-14)

- Pelos servos (Lc 7.2,3)

- Pelas crianças (Mt 15.22)

- Pelos compatriotas (Rm 10.1)

- Pelos enfermos (Tg 5.14)

- Pelos que nos perseguem (Mt 5.44)

- Pelos nossos inimigos (Jr 29.7)

- Pelos que nos invejam (Nm 12.13)

- Por aqueles que nos abandonam (II Tm 4.16)

- Os ministros devem orar pelos membros (Éf 1.16; Fl 1.4)

- É um pecado neglicenciarmos a oração intercessória (I Sm 12.23)

- A oração intercessória beneficia o próprio intercessor (Jó 42.10)


EXEMPLOS BÍBLICOS DE ORAÇÃO INTERCESSÓRIA

Vários homens de Deus se destacaram como grandes intercessores;

Abraão (Gn 18.23-32)

Moisés (Êx 8.12; 32.11-13)

Samuel (I Sm 7.5)

Salomão (I Rs 8.30-36)

Elias (II Rs 4.33)

Ezequias (II Cr 30.18)

Isaías (II Cr 32.20)

Davi (Sl 25.22)

Daniel (9.3-19)

Estevão (At 7.60)

Pedro e João (At 8.15)

A igreja de Jerusalém (At 12.5)

Paulo (Cl 1.9, 12)

Epafras (Cl 4.12)

Filemom (v.22)


3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Discuta com a classe sobre as principais questões na vida da igreja e do mundo, que necessitam da nossa intercessão na atualidade.


4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Conheça melhor o Antigo Testamento, VIDA.

- Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, HAGNOS.
- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.

A oração intercessória é uma manifestação clara do amor altruísta, do nosso interesse para com o bem do próximo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

NOVO ENDEREÇO DO BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO

Em razão das dificuldades técnicas que tivemos com o endereço/domínio www.altairgermano.com, quero informar que os nossos amados leitores e amigos poderão acessar este blog através dos endereços/domínios abaixo:

altairgermano.net
www.altairgermano.net
altairgermano.blogspot.com

Quero agradecer ao amigo e irmão Valmir Milomen pela grande ajuda na solução do problema e na configuração dos novos domínios.

Abraços!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

MINHA AGENDA ATUALIZADA


ABRIL
  • 24/04 - Encontro de Líderes na AD em Arcoverde-PE (COMADALPE)
MAIO
  • 14 e 15/05 - Reunião do CEC/CGADB em Campinas-SP
  • 16 a 23/05 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Abreu e Lima-PE (COMADALPE)
JUNHO
  • 03 a 05/06 - Conferência Pentecostal do Nordeste em Natal-RN
  • 19 e 20/06 - Conferência de Escola Bíblica Dominical na AD em Jaru-RO
  • 26/06 - Programação Especial para a Juventude no Templo Central da AD em Abreu e Lima-PE
JULHO
  • 03/07 - Encontro de Líderes na AD em Duarte Coelho (Igarassu-PE, COMADALPE)
  • 09 e 10/07 - Seminário de Ciências Bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil em Rio Branco-AC
  • 16 a 18/07 - Congresso Estadual de Escola Dominical na AD Natal-RN
  • 20/07 - Congresso para Mulheres na AD em Abreu e Lima-PE
  • 21 a 24/07 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Americana-SP
  • 31/07 - 4º Congresso de Escola Bíblica Dominical na AD em Camaçari-BA
AGOSTO
  • 06 a 08/08 - 2ª Conferência de Educação Teológica (CEC/CGADB, CPAD) na cidade de Teresina-PI
  • 13 a 15/08 - Conferência Missionária da UMADET na AD em Turilândia-MA )
  • 21/08 - Encontro de Líderes na AD em Petrolina-PE (COMADALPE)
  • 27 a 29/08 - Congresso de Jovens na IB EBENÉZER em Brasília-DF
SETEMBRO
  • 04/09 - Encontro de Líderes na AD em Caetés 1 (Abreu e Lima-PE, COMADALPE)
  • 25 E 26/09 - Congresso de Jovens na AD em Ceilândia-DF (Pr. João Francisco da Luz)
OUTUBRO
  • 09/10 - Encontro de Líderes na AD em Abreu e Lima-PE (COMADALPE)
  • 23/10 - Encontro de Líderes na AD em Barreiros-PE (COMADALPE)
NOVEMBRO
  • 05 e 06/11 - Seminário de Ciências Bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil em Tucuruí-PA
  • 12 a 15/11 - 2º Congresso de EBD na AD em Canaã dos Carajás-PA (COMIEADEPA)
  • 19 e 20/11 - Seminário de Ciências Bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil em Vitória da Conquista-BA
  • 27/11 - Encontro de Líderes na AD em Cabo-PE (COMADALPE)
DEZEMBRO
  • 10 a 12/12 - 2º Seminário de Escola Dominical da Assembleia de Deus "Um Novo Viver", Brasília-DF
CONTATOS: (081) 9232 0617
altair.germano@gmail.com

quarta-feira, 14 de abril de 2010

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA-PA)

A 4ª Lição do 2º trimestre/2010 trata da necessidade do choro, do quebrantamento, da sensiblidade ante às calamidades, misérias espirituais e morais do povo de Deus.


PLANO DE AULA


1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (Extraídos da Lição Bíblica-CPAD)

-Explicar o porquê do lamento de Jeremias.
-Compreender o porque de Jeremias querer o isolamento .
-Conscientizar-se de que é chegado o momento do povo de Deus lamentar em favor das nações.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: Jeremias 9.1-3, 5-9

O LAMENTO DE JEREMIAS

Todo verdadeiro profeta e homem de Deus é sensível às necessidades vivenciadas pelas pessoas e povos. Um homem de Deus é um homem de lágrimas. Chorar faz parte do cotidiano de quem sente e percebe claramente os dramas existenciais, a dor, a miséria, a crise, a loucura alheia, a nossa própria condição. Nestes termos temos vários exemplos, alguns já citados na lição:

- O choro de José (Gn 42.24; 43.30; 45.1-3; 46.29)
- O choro de Neemias (Ne 1.1-4;)
- O choro de Jó (16.16)
- O choro dos exilados (Sl 137.1)
- O choro de Jeremias (Jr 9.1; 13.17; Lm 1.16; 2.11)
- O lamento de Oséias (Os 4.6)
- O lamento de Paulo (Gl 3.1; 4.19)
- O lamento de Jesus (Mt 23.39)

A possibilidade do lamento e do choro está em levantar os olhos e contemplar o próximo, ver e sentir as coisas do ponto de vista de Deus.

A SOLIDÃO DE JEREMIAS

A solidão é uma condição bastante comum na vida de líderes. A buscar por estar só é uma necessidade para aqueles que carregam o fardo da liderança (2 Co 11.28), que estão envolvidos diretamente com vidas e conflitos interpessoais, morais e espirituais. A solidão poder servir como escape, contemplação, renovo, reflexão, oração etc. Observemos alguns exemplos de líderes que buscaram a solidão como escape para as suas tensões e pressões:

- Abraão (Gn 15.1-6)
- Davi (Sl 25.16-21)
- Jeremias (Jr 9.2)
- Daniel (Dn 6.10)
- Jesus (Mc 1.35-37; Mt 14.23; 26.31-39)

Sobre a solidão na liderança escreveu Lorena Lacerda:

"na solidão, quando não sabemos o que realmente devemos dizer ou fazer, temos uma excelente oportunidade para observar, ouvir, refletir e daí sim encontrar as melhores respostas que precisamos para continuar com a segurança de se estar no caminho certo para encontrar as melhores soluções".

QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS À LAMENTAR

Se você acha que não tem pelo que lamentar em relação a atual condição da igreja, observe algumas questões levantadas na lição (e outras não levantadas):

- A falta do genuíno ensino da Palavra;
- A baixa qualidade e distorções doutrinárias na música dita evangélica (gospel);
- As mensagens sem conteúdos genuinamente bíblico, apelativas, artísticas e mecânicas;
- Os mercenários de plantão com títulos de pregrador, ensinador e pastor. Só visam os lucros e ganhos de suas práticas profissionais que chamam descaradamente de "meu ministério";
- A falta de unidade das lideranças nacionais, ao ponto de não conseguirem nem fazer festas juntos;
- A política eclesiástica suja que corrói como um câncer promovendo divisões, corrupção, traição, processos judiciais, vendas de almas, compra de igrejas e negociações que arrepiam e escandalizam Satanás.
- A vida imoral de líderes e liderados que não temem mais a Deus;
- A indiferença sobre a necessidade de se buscar mais ao Senhor, se arrepender e se converter dos pecados.

Será que não temos razões para o choro e o lamento?

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Discuta com a classe sobre a necessidade de nos condoermos e chorarmos com sinceridade pela atual condição de muitos e de muitas igrejas.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Conheça melhor o Antigo Testamento, VIDA.
- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.
- http://www.rccoaching.com.br/verartigo.php?id=60

Que o choro e o lamento motivados por estas questões possa estar presente em nossas mensagens e orações.

terça-feira, 13 de abril de 2010

ANUNCIANDO OUSADAMENTE A PALAVRA DE DEUS. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA)

Nesta 3ª Lição do 2º trimestre/2010 alguns fatores relacionados com a pregação de Jeremias e a pregação nos dias atuais, além das condições ambientais daquela época comparadas com aos dias de hoje serão abordados.

PLANO DE AULA


1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (extraídos da Lição Bíblica)

-Compreender o porquê de Jeremias ter pregado na porta do Templo.
-Explicar o que era a teologia do Templo.
-Saber que a Palavra de Deus não é para ser proclamada apenas aos incrédulos.


2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: Jeremias 7.1-11

JEREMIAS É CHAMADO A PREGAR NA PORTA DO TEMPLO

A porta do templo era um local estratégico para a pregação, uma vez que todos precisavam por lá passar para terem acesso às cerimônias religiosas. Deus tem sempre um lugar estratégico para que os seus pregadores, ensinadores e profetas ministrem a sua Palavra. Para Jeremias foi a porta do Templo (Jr 7.2), para Elias o monte Carmelo (1 Rs 18.17-40), para João Batista o deserto (Mt 3.1-12), para Paulo, as sinagogas judaicas (Atos 13.5; 17.1, 10, 17ss). Qual é o lugar estratégico onde Deus te colocou para proclamar a sua Palavra à uma geração "evangélica" que se afasta de sua vontade?

Como já vimos na lição anterior, a corrupção moral e espiritual da nação era generalizada (Jr 1.18-19). A mensagem que o povo precisava ouvir era a mesma para os reis, príncipes e sacerdotes.

Somente reis, príncipes e sacerdotes vivendo em santidade e em obediência à palavra do Senhor poderiam conduzir a nação nestes objetivos e ideais. Apenas pastores e líderes santos poderão proclamar a palavra de Deus com unção, ousadia e autoridade.

JEREMIAS COMBATE A TEOLOGIA DO TEMPLO

O Templo tinha tornado-se uma espécie de talismã nos dias de Jeremias. A lógica era a seguinte: o templo representava o cuidado de Deus pelo seu povo (1 Rs 9.1-3). Dessa forma eles se sentiam indestrutíveis, pois acreditavam que a simples presença do Templo era garantia plena de segurança. Um indivíduo ou um povo em condição de apostasia geralmente negligencia alguns aspectos da Palavra de Deus. No mesmo texto de 1 Reis havia sérias advertências por eles negligenciadas (v. 4-9).

Nos dias atuais temos algumas idéias distorcidas acerca da proteção e aprovação de Deus para com as nossas atitudes, crenças e postura. Por exemplo:

- Se a obra está crescendo é sinal que Deus está aprovando o trabalho. Já vi obras crescerem nas mãos de líderes corruptos, opressores e adúlteros. Pode ter certeza que tal crescimento não aprovava, nem aprova a condutas de tais líderes. A obra cresce porque a Palavra é de Deus, a obra é de Deus e o povo é de Deus. A lógica de Gamaliel nem sempre funciona (At 5.33-39), ou seja, a destruição ou falência daquilo que aparentemente é de Deus não acontece do dia para noite. Tais obras poderão perdurar até a volta de Jesus. Um exemplo disso são as falsas religiões que dizem ser de Deus.

- Se o pregador fala muita língua, ou se a irmã ou irmão profetizam muito, é sinal que eles são espirituais e santos. Nem sempre. Há também muita gente "desmantelada" profetizando e pregando por este Brasil afora. Na igreja aparentam ser uma benção, mas em casa e na vida privada são um verdadeiro terror e vergonha.

Deus não tem compromisso, assim como na teologia do Templo, com o aparente. Deus vê o coração e as intenções (1 Sm 16.7; Hb 4.12).

Na teologia do Templo nos dias atuais, temos também a falsa idéia de que a imponência, o luxo e o tamanho dos templos manifestam a aprovação de Deus sobre este ou aquele ministério. É peciso saber diferenciar as coisas.

A LIÇÃO DE SILÓ

Precisamos aprender as lições do passado. A desobediência sempre promoverá as devidas consequências. O comentarista da lição enfatiza neste ponto o problema das teologias modernas, onde dentre as quais, no meu entendimento, a que mais tem achado guarida no meio assembleiano é a Teologia da Prosperidade, uma distorção da verdadeira prosperidade bíblica, pregada e defendida abertamente por pastores e líderes, inclusive de grande influência e ocupantes de cargos do alto escalão assembleiano.

Os "arranjos" homiléticos e litúrgico citados neste ponto dizem respeito àquilo que se tornou atualmente "caricatura" de pregação, sofismas e show de auditório. Nos cultos, se apela para tudo, com a falsa idéia mercadológica da satisfação ao cliente.

O perigo de nossos triunfos é também tratado, como um alerta para aqueles que crescem tanto, conquistam tantas coisas, ao ponto de tornarem-se auto-confiantes, arrogantes e presunçosos, se achando acima da média e da crítica.

Que o Senhor nos ajude!

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Utilize a orientação pedagógica da Lição Bíblica.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- A Sedução das Novas Teologias, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Conheça melhor o Antigo Testamento, VIDA.
- Erros que os pregadores devem evitar, CPAD.
- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.

Que o Senhor use poderosamente os professores/profetas para esta geração!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO


Por questões técnicas o acesso ao BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO só está sendo possível pelo seguinte endereço:

http://altairgermano.blogspot.com/

Abraços!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

OS PERIGOS DO DESVIO ESPIRITUAL. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

O principal tema da 2ª Lição do 2º trimestre/2010 é a "apostasia", muito bem definido na mesma. Nos deteremos em analisar algumas interessantes e verdadeiras colocações feitas sobre os efeitos da apostasia em nossas igrejas, com ênfase no segundo ponto da lição.

PLANO DE AULA


1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-Compreender alguma manifestações da apostasia em nossas igrejas.


2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: Jeremias 1.13

UM BRADO CONTRA A APOSTASIA

Como bem definida na Lição Bíblica como "abandono consciente e premeditado da fé", a apostasia é percebida claramente em nossas igrejas, e para expor tal fato quero me valer de alguns comentários do próprio corpo da lição em seu segundo ponto:

- Falar em nome do Senhor

"Como temos pregado a Palavra de Deus? Em nosso nome? Ou no nome de Cristo Jesus? À semelhança de Paulo, estejamos preparados a fim de expor com ousadia e integridade todo o conselho de Deus (At 20.7)."

Há dois fatos que quero considerar. O primeiro é que a Palavra de Deus, longe de ser proclamada para a glória de Deus e na autoridade do nome de Jesus, tem sido pregada para a glória de muitos pregadores e ensinadores, e na autoridade deles mesmos, com o falacioso discurso da "autoridade de profeta" e "autoridade de ungido", querendo impor medo e coagindo os ouvintes.

"Profetas" e "ungidos" quando trabalham, pregam ou ensinam em causa própria, há muito já se desviaram e perderam o direito de invocar a autoridade espiritual para legitimar suas ações e prédicas.

Autoridade espiritual não se sustenta em cargos ou títulos, mas em obedecer e em tudo honrar a Deus.

Em segundo lugar, o "Conselho de Deus" em vez de ser pregado com ousadia, tem sido pregado com técnicas de manipulação de auditório, além de levar em consideração a conveniência deste mesmo auditório ou de quem convida o pregador/ensinador/profeta.

Vou ser mais claro. Em "alguns" lugares e situações, quando certos líderes estão passando por "crises" no ministério, costumam convidar um pregador/ensinador/profeta para "meter" medo na igreja e nos obreiros locais, com ameaças rídiculas de juízo divino. No final destes eventos, o nobre pregador mercenário sai feliz com o seu gordo cachê, e com a agenda certa para um próximo evento.

Em outras situações, também por conveniência, a mensagem é pregada para alegrar o auditório e satisfazer os "clientes".

- Ser autêntico e não politicamente correto

"Este é o mal que atinge muitos pregadores: a síndrome do politicamente correto. Sacrificam a genuinidade do Evangelho no altar de interesses efêmeros e abomináveis."

Esta sentença complementa o que já vimos no ítem anterior. Ser politicamente correto é adotar um discurso e postura que agrada a todos, sem se preocupar se isto vai ou não macular a genuinidade do Evangelho. É o discurso "certinho" e interesseiro.

"Assumamos nossa posição como homens de Deus. Preguemos corajosamente a sua Palavra, ainda que isto venha a custar-nos a própria vida."

Jeremias, Elias, Isaias, João Batista, Pedro, João, Paulo e tantos outros personagens bíblicos e da história estavam dispostos a correr o risco de perder a própria vida pela causa do Senhor. Já nos dias de hoje, muitos profetas, ensinadores e pregadores temem perder cargos, privilégios, salários, espaço em tribunas, púlpitos e "órgão oficiais", agendas, convites e etc. É uma verdadeira vergonha e real apostasia.

Tudo isso me faz lembras dos profetas assalariados e com lugar garantido na corte e na mesa do rei, que somente profetizavam o que o rei ou a rainha queriam ouvir (1 Rs 18.19; 22.5-28).

- Anunciar ao povo a tragédia que os rondava

"Temos falado a verdade à nossa geração?"

Muitas pregações na atualidade não falam mais em tragédias, derrotas, perdas, perseguições, aflições, dores, juízo divino, etc. A mensagem é "SÓ VITÓRIA". Trata-se de um evangelho amputado, focado apenas no triunfalismo e na Teologia da Prosperidade, distorcendo a mensagem bíblica do verdadeiro triunfo da igreja e da plena prosperidade dos crentes.

A verdade só é falada em nossa geração, quando assim acontece, para os chamados "pequenos". Para Jeremias o Senhor disse:

"Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo. Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar." (Jr 1.18-19)

Que o Senhor nos livre da covardia e da apostasia!


3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Faça um debate sobre a qualidade das mensagens e dos pregadores, ensinadores e profetas nos dias de hoje, e das implicações desta realidade no contexto geral da apostasia.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Conheça melhor o Antigo Testamento, VIDA.
- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.


Que o Senhor use poderosamente os professores/profetas para esta geração!