segunda-feira, 31 de maio de 2010

O VALOR DA TEMPERANÇA. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

A 10ª Lição da CPAD deste 2º trimestre de 2010, pode ser dividida em dois grandes temas: A importância de se preservar as boas tradições e a necessidade da temperança na vida do cristão. Essas verdades são extraídas do episódio em Jeremias que envolve os recabitas.


PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (Extraídos da Lição Bíblica-CPAD)

-Explicar a origem dos recabitas.
-Compreender que os recabitas honravam a tradição de seus antepassados.
-Conscientizar-se de que a Igreja de Cristo deve ter um forte compromisso com a temperança e com a excelência moral tanto de seus membros quanto dos que a cercam.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: Jr 35.1-5, 8, 18, 19

A IMPORTÂNCIA DE SE PRESERVAR AS BOAS TRADIÇÕES

Gostaria de iniciar este subsídio, sugerindo a leitura de um texto que publiquei neste blog conforme o link abaixo:

O ARGUMENTO FALACIOSO (OU EQUIVOCADO) ACERCA DOS MARCOS ANTIGOS

Sou plenamente a favor da guarda das boas tradições, principalmente daquelas que cooperam para a manutenção de nossa integridade moral. Afirmo isso, pois existem tradições que apesar de terem sofrido mudanças, o ocorrido não implicou em questões morais, como, por exemplo, o caso da introdução de certos instrumentos musicais no culto (bateria, guitarra, etc.), o uso de vários cálices na Santa Ceia, em vez de apenas um (como era no princípio das Assembleias de Deus) e outras mudanças, de todos já conhecidas.

A Bíblia é clara quanto a necessidade de mantermos as boas tradições recebidas:

"Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa." (2 Ts 2.15)

Observe que o texto deixa claro que nem toda tradição se fundamenta naquilo que foi escrito. Há tradições que passam de geração para geração apenas oralmente. Por isso, a afirmação que alguns fazem de apenas obedecerem aos seus líderes naquilo que está escrito na Bíblia não se sustenta. Se a tradição coopera para o bem maior da coletividade, e colabora para a manutenção de nossa integridade física, moral e espiritual, ela deve ser acatada. Obviamente, toda boa tradição encontrará na Bíblia princípios que a fundamente, observando-se e respeitando-se as regras de interpretação do texto sagrado. Digo isto, pois tirando um texto do seu contexto, pode-se afirmar que a Bíblia aprova os mais diversos absurdos ensinados, praticados e exigidos por alguns.

A Bíblia também nos alerta para o perigo da tradição (Mc 7.1-13):

"[...] invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes." (Mc 7.13)

Uma leitura em Marcos 7.1-13 nos deixa claro, que toda tradição, por boa que pareça ser, na medida em que negligencia e invalida as Santas Escrituras, deve ser rejeitada:

"Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens." (v. 8)

Observando-se tais recomendações, as tensões que envolvem a manutenção ou quebra de uma tradição tenderão a ser minimizadas.


A NECESSIDADE DE TEMPERANÇA NA VIDA DO CRISTÃO

A temperança é uma das qualidades do fruto do Espírito:

"Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (temperança). Contra estas coisas não há lei." (Gl 5.22-23)

Wiliam Barclay, em sua obra As Obras da Carne e o Fruto do Espírito (Vida Nova, 2. ed. 2000), nos oferece um rico estudo sobre a temperança (gr. egkrateia). Deste estudo, observaremos alguns pontos.

A palavra grega egkrateia aparece apenas em dois lugares no NT (At 24.25 e 2 Pe 1.6). O verbo egkateumai, que significa "exercer domínio próprio ou ter auto-domínio", aparece em 1 Co 7.9 e em 1 Co 9.25. O adjetivo correspondente egkrates ocorre apenas uma vez (Tt 1.8), significando "com domínio de si".

Em se tratando do grego clássico (num período anterior ao NT), Platão, em sua obra República, fala de egkrateia como o domínio dos prazeres e dos desejos. Xenofonte, outro filósofo grego, registra acerca de Sócrates que este era, entre todos os homens, o que mais dominava os desejos do amor e do apetite (Memorabilia 1.2.1).

Aristóteles afirmou que:

"À egkrateia pertence a capacidade de refrear o desejo pela razão, quando este fixa-se nos gostos e prazeres vis, e de ser resoluto e sempre pronto a suportar a necessidade e dos naturais"
(Das Virtudes e dos Vícios, 5.1).

"Toda a iniquidade torna o homem mais injusto, e a falta de domínio próprio parece ser iniquidade; o homem descontrolado é o tipo de homem que age de conformidade com o desejo e de modo contrário ao raciocínio; e demonstra sua falta de controle quando sua conduta é guiada pelo desejo; de modo que o homem descontrolado agirá injustamente e segundo o seu desejo" (Ética a Eudemo, 2.7.6)

Os pais da igreja (num período posterior ao NT), escrevendo sobre "temperança", disseram:

"Quão bem-aventurados e maravilhosos são os dons de Deus [...]. A vida na imortalidade, o esplendor da justiça, a verdade na ousadia, a fé na confiança, a continência (egkrateia) na santidade". (1 Clemente 35.1, 2)

"A temperança (egkrateia), é como toda dádiva de Deus. É dupla, porque há algumas coisas das quais refrear-se é um dever, e há outras das quais o não refrear-se é um dever". (O Pastor de Hermas, Mandados 8.1)

"O temor e a paciência são ajudadores da nossa fé, a longanimidade e a continência (egkrateia) são suas aliadas". (A Carta de Barnabé 2.2)

Em termos bíblicos e práticos, entendemos que o ideal divino do domínio próprio sobre o desejo descontrolado e insaciável não poderá ser alcançado sem o auxílio e a direção do Espírito (Rm 8.12-14; Gl 5.22-23). Sobre isto, escreve Vine (2003, p. 1012):

"[...] as várias capacidades concedidas por Deus ao homem são passíveis de abuso; o uso correto delas exige o poder controlador da vontade sob a operação do Espírito de Deus; Em At 24.25, a palavra vem depois de "justiça", o que representa as reivindicações de Deus, sendo o autocontrole a resposta do homem a ela; em 2 Pe 1.6, a palavra vem depois de 'ciência' (ou conhecimento), sugerindo que o que se aprende deve ser posto em prática."

Dessa forma, quando a busca exagerada e descontrolada por dinheiro, sexo, poder, cargo, fama, comida, bebida e coisas semelhantes a estas estiverem controlando as nossas vidas, é sinal que estamos precisando urgentemente trilhar o caminho dos recabitas, e o caminhos daqueles que na história cristã antiga e nos dias atuais nos deixaram os seus bons e virtuosos exemplos.


3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Discuta com os alunos sobre a necessidade de se manter as boas tradições e sobre as mudanças que ocorreram na igreja ao longo dos anos. Em termos de temperança, converse com eles sobre a dificuldade se controlar alguns "apetites" carnais, e sobre a necessidade de se entregar ao Espírito de Deus para vencer a falta de auto-controle.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

TV, vídeo, computador, quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.


5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- As obras da carne e o fruto do Espírito, VIDA NOVA.

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.

- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.

- Dicionário VINE, CPAD.

- Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD.

- Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, VIDA NOVA.

- Conheça Melhor o Antigo Testamento, VIDA.

- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.

As vossas orações em muito me ajudam!

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

MINHA AGENDA ATUALIZADA 2010/2011


JUNHO
  • 19 e 20/06 - Conferência de Escola Bíblica Dominical na AD em Jaru-RO
  • 26/06 - Programação Especial para a Juventude no Templo Central da AD em Abreu e Lima-PE
JULHO
  • 02/07 - Encontro de Casais na AD em Cidade Tabajara (Olinda-PE, COMADALPE)
  • 03/07 - Encontro de Líderes na AD em Duarte Coelho (Igarassu-PE, COMADALPE)
  • 04/07 - Congresso para Juventude na AD em Paratibe 1 (Paulista-PE)
  • 09 e 10/07 - Seminário de Ciências Bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil em Rio Branco-AC
  • 16 a 18/07 - Congresso Estadual de Escola Dominical na AD Natal-RN
  • 20/07 - Congresso para Mulheres na AD em Abreu e Lima-PE
  • 21 a 24/07 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Americana-SP
  • 29 e 30/07 - Escola Bíblica de Obreiros (ESBOM) na AD em Mossoró-RN
  • 31/07 - 4º Congresso de Escola Bíblica Dominical na AD em Camaçari-BA
AGOSTO
  • 06 a 08/08 - 2ª Conferência de Educação Teológica (CEC/CGADB, CPAD) na cidade de Teresina-PI
  • 13 a 15/08 - Conferência Missionária da UMADET na AD em Turilândia-MA
  • 21/08 - Encontro de Líderes na AD em Petrolina-PE (COMADALPE)
  • 27 a 29/08 - Congresso de Jovens na IB EBENÉZER em Brasília-DF
SETEMBRO
  • 04/09 - Encontro de Líderes na AD em Caetés 1 (Abreu e Lima-PE, COMADALPE)
  • 11 e 12/09 - Congresso de Jovens na AD em Conjunto Soledade II (Natal-RN)
  • 17 a 19/09 - 2ª Conferência de Escola Dominical na AD em Itapajé-CE
  • 25 e 26/09 - Congresso de Jovens na AD em Ceilândia-DF
OUTUBRO
  • 09/10 - Encontro de Líderes na AD em Abreu e Lima-PE (COMADALPE)
  • 14 a 16/10 - Encontro de Escola Bíblica Dominical na AD em Joinvile-SC
NOVEMBRO
  • 05 e 06/11 - Seminário de Ciências Bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil em Tucuruí-PA
  • 12 a 15/11 - 2º Congresso de EBD na AD em Canaã dos Carajás-PA (COMIEADEPA)
  • 19 e 20/11 - Seminário de Ciências Bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil em Vitória da Conquista-BA
  • 27/11 - Encontro de Líderes na AD em Cabo-PE (COMADALPE)
DEZEMBRO
  • 10 a 12/12 - 2º Seminário de Escola Dominical da Assembleia de Deus "Um Novo Viver", Brasília-DF
JANEIRO/2011

  • 27 a 30/01 - Aniversário da AD em Apucarana-PR
ABRIL/2011
  • 04/2011 - 3ª Escola Bíblica da AD em Samambaia-DF (data à confirmar)
  • 20 a 24/04 - 4ª Escola Bíblica da AD em Carapina (Serra-ES)
MAIO/2011
  • 15 a 22/05 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Abreu e Lima-PE
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ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA)

O tema "esperança" é o enfoque da 9ª lição da CPAD deste trimestre. Para Harrison (1980, p. 106) "Até este ponto o tom das profecias tem sido muito sombrio, pois Jeremias estava anunciando o desastre iminente, castigo pela apostasia da nação. O profeta está em forte contraste com a atitude irresponsável e leviana da classe governante e do povo em geral". Os capítulos 30-33 são frequentemente chamados de "Livro do Consolo", em razão de sua mensagem de conforto e esperança para o futuro, depois de sofrer as duras penas do exílio. Os versículos 1-3 do capítulo 30 anunciam o tema central da esperança pela restauração de Israel e Judá:

"Palavra que do Senhor veio a Jeremias, dizendo: Assim fala o SENHOR, Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que eu disse. Porque eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que mudarei a sorte do meu povo de Israel e de Judá, diz o SENHOR; fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais, e a possuirão."


PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (Extraídos da Lição Bíblica-CPAD)

-Saber que a esperança é uma das virtudes fundamentais da fé cristã.
-Explicar o significado da expressão "angústia de Jacó".
-Compreender que dias atribulados estão reservados a Jerusalém, mas o Senhor jamais a desamparará.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: Jr 30.7-11

O QUE É A ESPERANÇA

O Dicionário Bíblico Wycliffe (2006, p. 678-679) nos informa que as palavras hebraicas traduzidas no Antigo Testamento como "esperança", significam "confiança", expectativa", ou "perspectiva". O principal uso teológico do termo "esperança" implica em confiança no sobrenatural, especificamente em Jeová como Deus de Israel (Sl 130.5; 146.5; Jr 17.7, 13). Esta confiança se relacionava com:

- A segurança contra os inimigos (sl 71.4, 5; Jr 14.8, 9)
- A libertação no futuro dia do Senhor (Zc 9.12)
- A expectativa e confiança na benção e provisão de Deus na vida presente (Ed 10.2; Jó 11.18, 20; Sl 33.18,19, 22; Lm 3.22-24)

No Novo Testamento, conforme Vine (2003, p. 614-615) a palavra "esperança" fala-nos de uma expectativa favorável e confiante. Dessa forma ela descreve:

- A antecipação feliz do que é bom (Tt 1.2; 1 Pe 1.21)
- A base sobre a quela a "esperança" é fundamentada (At 16.19; Cl 1.27)
- O objeto no qual a "esperança" é estabelecida (1 Tm 1.1)

No Novo Testamento, três adjetivos são descritivos da "esperança":

- Boa (2 Ts 2.16)
- Bem-aventurada (Tt 2.13)
- Viva (1 Pe 1.3)

Ainda segundo Vine (idem), "Em Rm 15.13, fala que Deus é 'o Deus de esperança', ou seja, Ele é o autor, não o sujeito, da esperança". [...] A expressão 'completa certeza da esperança' (Hb 6.11), expressa a completitude de sua atividade na alma; cf. 'inteira certeza de fé' (hb 10.22), e plenitude da inteligência (Cl 2.2)".

A ANGÚSTIA DE JACÓ

Chama-se de "angústia":

"a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento e dor [...]. A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento,uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumáticas que dilaceraram ou fragmentaram o o ego. [...] A angústia exerce função crucial na simbolização de perigos reais (situação, circunstância) e imaginários (consequencias temidas). (Wikipédia)

"De repente, vem aquele aperto no peito! Pode ser em qualquer momento, hora ou lugar. Como se uma grande mão apertasse seu peito... e vem uma sensação bem esquisita de opressão. Você quer se livrar dela, mas não consegue. O coração bate mais rápido ou então você sente uma apreensão." (www.spiner.com.br)

A "angústia de Jacó" (Jr 30-7; Ez 38-39; Dn 9-27; Zc 14.1-2) onde será sentida na alma, no coração dos "filhos de Jacó", por ocasião das tribulações impostas pelo Senhor, como medida corretiva e pedagógica para a cura e a restauração dos males espirituais e morais da nação.

A Bíblia e a vida nos revelam, que infelizmente (ou felizmente), para serem curados e libertados de seus pecados, os filhos de Deus precisam experimentar alguns níveis de intenso sofrimento e dor.

No cativeiro, Israel e Judá aprenderiam a obediência através do sofrimento.

O sofrimento ensina (Hb 5.8).


3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

A esperança em Deus diz respeito a vida futura e ao futuro da vida. Busque saber dos seus alunos como anda a esperança deles acerca dos planos de Deus em suas vidas e na vida da Igreja. Extimule-os a procurar conhecer e fazer a vontade de Deus, para que dessa forma não tenham que sofrer tanto para aprender. Aos que estão vivenciando algum tipo de sofrimento por erros que cometeram, diga-lhes que o Senhor é bom e misericordioso, e que ao seu tempo, aprendida a lição, serão plenamente restaurados.

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Tv, vídeo, computador, quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.


5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.

- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.

- Dicionário VINE, CPAD.

- Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD.

- Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, VIDA NOVA.

- Conheça Melhor o Antigo Testamento, VIDA.

- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.

Desejo a todos uma excelente aula para a glória de Deus!

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

O CUIDADO COM AS OVELHAS. Subsídio e Plano de Aula para Lição Bíblica

Tratando-se de igreja evangélica no Brasil, vivemos um momento bastante crítico em termos de ministério pastoral. Todos os dias centenas de pessoas, pelos mais diversos meios e formas recebem uma credencial ou uma ordenação de pastor. Qual o compromisso com Deus daqueles que ordenam e que são ordenados ao ministério pastoral? Quais são as suas reais intenções? Como podemos ser pastores aprovados por Deus? Como podemos identificar pastores sérios, íntegros e verdadeiros? Certamente, neste espaço não dá para responder a todas estas questões, mas, pelo menos poderemos promover a reflexão e o debate.


PLANO DE AULA


1. OBJETIVOS DA LIÇÃO (Extraídos da Lição Bíblica-CPAD)

-Compreender que o pastor é um administrador do rebanho de Cristo.
-Entender que Israel foi destruído porque lhe faltou verdadeiros profetas.
-Conscientizar-se de que o líder precisa cuidar das ovelhas de Cristo, de acordo com o que prescreve o Sumo Pastor.

2. CONTEÚDO

O que é um pastor? Um pastor é um cuidador de ovelhas. Alguém que protege, alimenta, guia e procura de todas as maneiras possíveis o bem maior para o rebanho e para cada ovelha. Ele cuida de todas e de cada uma.

SER PASTOR NOS DIAS ATUAIS

Não deveria haver diferença entre o ser pastor nos tempos bíblicos do A.T. e N.T., com o ser pastor na atualidade. A atividade pastoral, em muitos lugares está distante do ideal bíblico. Como já escrevi, as ovelhas estão sendo trocadas pelas coisas. Mesmo que as coisas sejam para o bem das ovelhas, o contato pessoal, a visitação, o aconselhamento, a pregação e o ensino não podem ser banidos das atividades cotidianas de um pastor.

O ministério pastoral é um ministério de contato pessoal, e não de gerenciamento a distância. O perfil do pastor bíblico é o de alguém que entra no aprisco, e não que manda outro em seu lugar (Jo 10.2), as ovelhas reconhecem a sua voz (Jo 10.3), chama as ovelhas pelo nome (Jo 10.2b), as conduz com responsabilidade (Jo 10.2v), dá a vida pelas ovelhas (Jo 10.11), conhece as ovelhas, ou seja, goza de amizade e intimidade com elas e por elas é conhecido (Jo 10.14).

Com o advento da Reforma Industrial, com o modelo capitalista de economia e com as modernas teorias de administração, alguns segmentos da igreja, inseridos neste contexto mundial, como sempre aconteceu, pois a igreja não está isenta da influência cultural externa, adotaram o modelo "piramidal" e "departamental" de administração. Por "piramidal" entenda-se uma forte ênfase administrativa na hierarquia e um distancia crescente de quem está no topo da pirâmide (pastores) dos que estão na base (membros e congregados). No meio da pirâmide ficaram os evangelistas, presbíteros, diáconos e líderes em geral. Por "departamental" trato da criação de departamentos (como nas fábricas, lojas, comércio e indústria). Dessa forma temos o departamento infantil, juvenil, de senhores, de senhoras, de evangelização, de educação, de música etc. O modelo de igreja família e comunidade doméstica, típico do Novo Testamento, ao longo dos anos dissiparam-se. O atual modelo pode ser aproveitado? Acredito que algumas coisas sim, desde que norteadas pelos princípios bíblicos. O argumento de que a igreja cresceu, não significa necessariamente que cresceu com saúde. Não são apenas modelos que fazem a igreja crescer, antes, é o próprio Deus que faz a sua igreja crescer nas mais diferentes circunstâncias ou situações (At 2.47; 1 Co 3.6).

No sentido de chamar a atenção para o extremo desvio da função pastoral, escrevi um texto intitulado "Gestor ou Pastor?" que pode ser lido clickando AQUI. Não bastasse as questões (serviços) locais, ainda temos a política eclesiástica que acaba afastando alguns pastores da sua cidade, estado ou região. Alguns, em períodos de eleições convencionais privam a igreja de sua presença partindo em busca de apoio e votos para cargos que não mais produzem o que já produziram. Tempo e dinheiro são na atualidade gastos em vão.

Entendo que uma análise (e auto-análise) séria e profunda da situação poderia mudar o quadro, para que o ministério pastoral retomasse o seu real propósito:

"Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas." (Atos 6.2).

Apenas pastores ministerialmente saudáveis poderão conduzir de maneira saudável o rebanho do Senhor:

"Tenho, porém contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas". (Ap 2.4-5)

Honra e obediência é devido aos verdadeiros pastores (Hb 13.7 e 17). Oremos por eles!


OS FALSOS PASTORES
E OS FALSOS PROFETAS

Para agravar a situação, além de pastores que não cumprem o seu ministério como deveriam, temos os falsos pastores que fingem cumprir e ter um ministério "autêntico". Falo dos pilantras, dos vigaristas, dos mercenários e bandidos de plantão e em ação.

Sem delongas, segue abaixo algumas características dos falsos pastores:

- São apascentadores de si mesmos, ou seja, ministram em causa própria (Ez 34.2);
- São exploradores das ovelhas. Vivem no luxo absurdo e exagerado às custas dos dízimos e das ofertas dos simples "fiéis. Confundem sustentação com ostentação. (Ez 34.3);
- São duros, implacáveis e descompromissados com o cuidado e a saúde integral das ovelhas (Ez 34.4-6);

Já os falsos “profetas”, ou seja, aqueles que dizem falar em nome de Deus, são reconhecidos pela ausência de frutos (caráter cristão e compromisso com Deus) em suas vidas, ou pela má qualidade dos mesmos (Mt 7.15-20). Eles geralmente;

- Falam para agradar seus ouvintes ou "patrões" ( I Rs 22.1-6 );
- Falam sem serem autorizados por Deus ( Ez 13.1-9 );
- Suas profecias tendem a afastar o povo da Palavra de Deus ( Dt 13.1-4 );
- Sempre estão procurando tirar vantagens dos seus “dons” ( Nm 22.7; Jd 11 );

Deus haverá de tratar com tais pastores e profetas. O tempo da colheita é chegado (Ez 34.7-10; Mt 3.10, 12). Por mais que esse discurso não agrade a muitos, ele é bíblico e verdadeiro. Deus é amor e justiça!

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Discuta com a classe sobre a atual condição do ministério pastoral e profético. Não desiluda os seus alunos, antes, conforme a vocação de cada um, motive-os para que busquem servir a Deus com sinceridade e integridade como obreiros (1 Tm 3.1). Incentive-os a orar por seus pastores, pois eles precisam de oração (1 Ts 5.25).

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.

- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.

- Conheça Melhor o Antigo Testamento, VIDA.

- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.

Boa aula. Orem por mim!